E-commerce
Quanto custa montar um e-commerce em 2026?
O investimento inicial para montar um e-commerce no Brasil varia de poucos milhares de reais, numa loja simples em plataforma pronta, a valores bem mais altos em operações com estoque próprio, integrações e catálogo grande. A maior parte do custo real não está na loja em si, mas no que vem depois: meio de pagamento, frete, e principalmente tráfego pago para gerar visita. Este artigo detalha cada faixa de custo, para orçar o projeto antes de escolher o tamanho da operação.
Por Mayara Fernanda de Oliveira Elauterio, Sócia e Diretora de Operações · · · 7 min de leitura
Quais são os modelos de e-commerce e como isso muda o custo?
O custo de montar uma loja online varia principalmente conforme o modelo escolhido, não conforme o produto vendido:
- Vender em marketplace (Shopee, Mercado Livre): investimento inicial mais baixo, mas comissão por venda que costuma ficar entre 12% e 22%
- Loja própria em plataforma pronta (Nuvemshop, Shopify, Loja Integrada): mensalidade fixa, catálogo e checkout já configurados, customização limitada ao que a plataforma permite
- Loja sob medida: maior investimento inicial e prazo mais longo, mas controle total sobre experiência de compra e integrações
Quanto custa a plataforma em si?
Plataformas prontas cobram mensalidade que cresce conforme o volume de vendas e os recursos incluídos — planos de entrada costumam começar na faixa de dezenas de reais por mês, e planos avançados, com mais integrações e limite maior de pedidos, passam de algumas centenas.
Uma loja sob medida não tem mensalidade de plataforma, mas concentra o custo no desenvolvimento inicial e na manutenção contínua — vale a pena principalmente quando o catálogo é grande ou existe necessidade de integração específica com outros sistemas da empresa.
Que outros custos entram além da plataforma?
É aqui que a maioria dos orçamentos erra por subestimar:
- Certificado de segurança (SSL) — obrigatório para processar pagamento, geralmente incluso em plataformas prontas
- Taxa do meio de pagamento, cobrada por transação processada
- Frete e logística, incluindo embalagem e, dependendo do volume, integração com transportadora
- Fotos e descrição de produto — item recorrente que cresce junto com o catálogo
- Integração com sistema de gestão, para não perder controle de estoque conforme o volume de pedidos aumenta
Quanto investir em tráfego para a loja vender?
Uma loja pronta, sem visita, não vende. Um parâmetro comum entre lojistas brasileiros é reservar algo entre 10% e 20% do faturamento em marketing digital, com um mínimo de investimento em tráfego pago necessário só para gerar dado suficiente e começar a otimizar as campanhas — abaixo disso, a fase de aprendizado das plataformas de anúncio demora muito mais para estabilizar.
Esse é o motivo pelo qual o orçamento de um e-commerce não deveria parar na plataforma: sem verba de tráfego prevista desde o início, é comum a loja ficar pronta e parada.
Como montar um orçamento realista antes de começar?
Um roteiro simples evita o erro mais comum, que é subestimar o custo recorrente:
- Defina o tamanho do catálogo e o volume de pedidos esperado no primeiro ano
- Separe o custo de montagem (setup) do custo recorrente mensal — são dois orçamentos diferentes
- Inclua a taxa do meio de pagamento na margem de cada produto, não como custo à parte
- Reserve verba de tráfego pago desde o primeiro mês, mesmo que pequena
- Se o catálogo passar de algumas centenas de produtos, avalie a integração com um sistema de gestão antes de escalar